Industrialização: como e para quê? Revisão das reflexões de Caio Prado Junior e Celso Furtado

Giorgio Romano Schutte, Juliane Furno

Resumo


O presente trabalho problematiza a industrialização brasileira a partir de uma revisão da obra do Celso Furtado e Caio Prado Junior, duas referências do pensamento social e econômico brasileiro. O objetivo dessa reflexão é compreender o papel que ambos atribuíram à indústria e à industrialização como motores do desenvolvimento e das condições para a superação da dependência. O argumento central que identificamos é que a industrialização, embora considerada essencial para sair do subdesenvolvimento, não seria condição suficiente e deveria levar em conta as especificidades da formação histórica brasileira.  Essa constatação partiu de uma análise do processo de industrialização da forma como se desenvolveu a partir da década de 1930. As críticas dos autores serão apresentadas em torno de cinco temas. O diagnóstico dos autores foi que o Brasil industrializou-se mantendo expressivas desigualdades sociais e regionais, heterogeneidade estrutural, exclusão social e dependência externa, sobretudo a tecnológica. Para que a indústria tivesse cumprido seu desígnio histórico de promotora do desenvolvimento nacional, diversas transformações no conjunto da sociedade teriam sido necessárias. O debate apresentado se mostra sob vários aspectos bastante atual.

 

 


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A edição n. 28 de Cadernos do Desenvolvimento teve apoio da Fundação Oswaldo Cruz, por meio do Projeto "Desafios para o Sistema Único de Saúde no contexto nacional e global de transformações sociais, econômicas e tecnológicas - CEIS 4.0" (Fiocruz/Fiotec)

 

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