Industrialização: como e para quê? Revisão das reflexões de Caio Prado Junior e Celso Furtado

Giorgio Romano Schutte, Juliane Furno

Resumo


O presente trabalho problematiza a industrialização brasileira a partir de uma revisão da obra do Celso Furtado e Caio Prado Junior, duas referências do pensamento social e econômico brasileiro. O objetivo dessa reflexão é compreender o papel que ambos atribuíram à indústria e à industrialização como motores do desenvolvimento e das condições para a superação da dependência. O argumento central que identificamos é que a industrialização, embora considerada essencial para sair do subdesenvolvimento, não seria condição suficiente e deveria levar em conta as especificidades da formação histórica brasileira.  Essa constatação partiu de uma análise do processo de industrialização da forma como se desenvolveu a partir da década de 1930. As críticas dos autores serão apresentadas em torno de cinco temas. O diagnóstico dos autores foi que o Brasil industrializou-se mantendo expressivas desigualdades sociais e regionais, heterogeneidade estrutural, exclusão social e dependência externa, sobretudo a tecnológica. Para que a indústria tivesse cumprido seu desígnio histórico de promotora do desenvolvimento nacional, diversas transformações no conjunto da sociedade teriam sido necessárias. O debate apresentado se mostra sob vários aspectos bastante atual.

 

 


Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2018 Giorgio Romano Schutte, Juliane Furno

Curta a página de CADERNOS do DESENVOLVIMENTO


CADERNOS DO DESENVOLVIMENTO é uma publicação do
Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento

Av. Rio Branco, 124, sl 1304, Ed. Edison Passos, Centro, Rio de Janeiro-RJ, 20040-001
Tel.: +55(21) 2178-9540
cadernos@centrocelsofurtado.org.br 

Indexado por