Celso Furtado: um senhor brasileiro

José Almino de Alencar

Resumo


A leitura extensiva da obra de Celso Furtado era prática generalizada entre os de minha geração que circulavam nos meios de esquerda. Fomos muitos a atravessar, em estado de espírito aquelas fases pelas quais, se aceitarmos a caracterização pitoresca de Vera Alves Cepêda, haveria passado as suas análises desde o período imediatamente anterior ao golpe militar: uma fase otimista, antes do 1° de abril de 1964, seguida de uma fase de “pessimismo espantado” em que se especulava sobre a natureza político-econômica do novo regime e outra de “crítica renitente”, quando este se firmara politicamente e propiciara um largo período de diversificação e expansão econômica, firmando as bases de uma nova economia agrícola de exportação, uma industrialização ampliada, a renovação do sistema financeiro, enfim, a partir do que foi denominado, pelo poder, o milagre econômico brasileiro; e que moldou as formas contemporâneas de inclusão do país na ordem econômica internacional.


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A edição n. 28 de Cadernos do Desenvolvimento teve apoio da Fundação Oswaldo Cruz, por meio do Projeto "Desafios para o Sistema Único de Saúde no contexto nacional e global de transformações sociais, econômicas e tecnológicas - CEIS 4.0" (Fiocruz/Fiotec)

 

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