Indústria e criatividade: uma perspectiva latino-americana

César Bolaño

Resumo


É evidente que vivemos um momento de grandes mudanças no capitalismo em nível mundial, iniciadas com a crise estrutural dos anos 1970. Fenômeno bem conhecido e com importantes impactos sobre os sistemas de comunicação, trata-se de uma mudança de ordem econômica e cultural profunda. A corrente principal do pensamento comunicacional – peça-chave na construção da hegemonia, embora sempre subordinada ao mainstream da economia – tentará se agarrar a diferentes explicações, procurando interpretar tudo como fruto de uma revolução tecnológica. A Economia Política da Comunicação (EPC) foi muito eficiente na crítica aos conceitos de sociedade da informação, sociedade do conhecimento, pós-industrialismo, pós modernismo etc. Mas é preciso saber que por trás de todas essas falsas ilusões há um elemento de realidade a ser esclarecido, visto que as ideias não surgem do nada. [CONTINUA]


Texto completo:

PDF

Referências


ADORNO, T.; HORKHEIMER, M. (1969). Dialética do Iluminismo, trechos publicados no Brasil em LIMA, L. C.a (org.) (1978). Teoria da Cultura de Massa. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987 e na coleção “Os pensadores”, São Paulo: Abril Cultural, 1980.

APFFEL-MARGLIN, F.; MARGLIN, S. A. (1996). Decolonizing Knowledge. From developement to dialogue. Oxford: Clarendon Press.

BLANNING, T. (2008). O triunfo da música. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.

BOLAÑO, C. R. S. (1995). Economia Política, globalização e comunicação. In: BOLAÑO C. R. S. (1999) (org.). Globalização e regionalização das comunicações. São Paulo: Educ (p. 73-95).

_______. (2000). Indústria cultural, informação e capitalismo. São Paulo: Hucitec.

_______.(2002). Trabalho intelectual, comunicação e capitalismo, Revista da Sociedade Brasileira de Economia Política, 11, 53-78, Rio de Janeiro.

_______. (2004). Mercado Brasileiro de Televisão. São Paulo: Educ [primeira edição de 1988].

_______. (2010). Indústria, criatividade e desenvolvimento. Texto apresentado ao I Encontro de Economia Criativa do Nordeste. Fortaleza, dezembro, mimeo.

_______. (2011). O conceito de cultura em Celso Furtado: uma alternativa latinoamericana para o debate sobre inovação e criatividade. Texto encaminhado ao Encontro Nacional de Programas de Pós-Graduação em Comunicação, Porto Alegre, julho, mimeo.

BOLAÑO, C. R. S.; CASTRO FILHO, G. Os limites à taylorização do trabalho na fase de concepção da produção de software, Aracaju, mimeo. 2011.

BOLAÑO, C. R. S.; MATTOS, F. M. (2004) Conhecimento e informação na atual reestruturação produtiva. Para uma crítica das teorias da gestão do conhecimento. In: Datagramazero. Revista de Ciência da Informação 5, n° 3. URL: www.dgz.org.br (acesso em 10 de janeiro de 2010).

BRITTOS, V.; BOLAÑO, C. R. S.; GOLIM, C. (2010). Economia Política da Arte e da Cultura. São Paulo: Itaú Cultural.

BUSTAMANTE, E. (2010). La creatividad contra la cultura? In: ALBORNOZ, L. A. (editor) (2011). Poder, medios, cultura. Una mirada crítica desde la economía política de la comunicación. Buenos Aires: Paidós (no prelo).

FURTADO, C. (1967). Teoria e política do desenvolvimento econômico. São Paulo: Abril Cultural, 1983.

_______. (1978). Criatividade e dependência na civilização industrial. São Paulo: Paz e Terra.

_______. (1984). Cultura e desenvolvimento em época de crise. São Paulo, Paz e Terra.

GARNHAM, N. (2005). From cultural to creative industries. An analysis of the ‘creative industries’ approach to arts and media policy making in the UK. In: International Journal of Cultural Policy, col. 11, n° 1.

HABERMAS, J. (1981). Teoría de la acción comunicativa. Madri: Taurus, 1987 (2 vol.).

HOBSBAWM, E. (1981). A era das revoluções. São Paulo: Paz e Terra.

LANDER, E. (2005). Ciências sociais: saberes coloniais e eurocêntricos. In: LANDER, E. (org.). A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latino-americanas. São Paulo: Clacso.

LOPES, R. S.; SANTOS, V. A. (2011). Economia, cultura e criatividade: tensões e contradições. In Carta Maior, 28/2/2011. URL: www.cartamaior.com.br. Acesso em 15/03/2011.

RODRIGUEZ, O. (2009). O estruturalismo latino-americano. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.

SCHLESSINGER, P. (2007). Creativity: From discourse to doctrine? In: Screen 48.3, Autumn 2007 (p. 377-387).

_______. (2009). Creativity and the experts: New Labour, think tanks and the policy process. In: The international journal of press/politics, vol. 14, n° 3. Oxford: Oxford University Press.

_______. (2010). Intelectuales y políticas culturales. In: ALBORNOZ, L. A. (editor) (2011). Poder, medios, cultura. Una mirada crítica desde la economía política de la comunicación. Buenos Aires: Paidós (no prelo).

TREMBLAY, G. (2010). Industrias culturales, economía creativa y sociedad de la información. In: ALBORNOZ, L. A. (editor) (2011). Poder, medios, cultura. Una mirada crítica desde la economía política de la comunicación. Buenos Aires: Paidós (no prelo).


Apontamentos

  • Não há apontamentos.




            

A edição n. 28 de Cadernos do Desenvolvimento teve apoio da Fundação Oswaldo Cruz, por meio do Projeto "Desafios para o Sistema Único de Saúde no contexto nacional e global de transformações sociais, econômicas e tecnológicas - CEIS 4.0" (Fiocruz/Fiotec)

 

CADERNOS do DESENVOLVIMENTO é uma publicação do
Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento

cadernos@centrocelsofurtado.org.br 

secretaria@centrocelsofurtado.org.br