Sobre o Estado | Pierre Bourdieu

Afrânio Garcia Jr.

Resumo


Em cursos proferidos no Collège de France durante os anos universitários de 1989-90, 1990-91 e 1991-92, Pierre Bourdieu analisou a máquina burocrática que caracteriza os Estados modernos — com seus serviços de saúde, educação, suas Forças Armadas (exército, polícias), sua justiça (tribunais, sistema penitenciário) etc. — em sua relação com as instituições legislativas e executivas submetidas à concorrência política aberta e que fixam os objetivos e meios desses serviços, mas dedicou especial atenção à inscrição do Estado na subjetividade dos cidadãos que asseguram sua existência. Ponto de partida de sua reflexão é que a materialidade do Estado repousa tanto na concorrência (eleitoral ou por concurso público) para o provimento dos cargos de decisão, nos modos de funcionamento da burocracia que leva à prática o decidido naquelas instâncias, quanto na crença em seu poder, na aceitação de sua existência como fato evidente. As representações sobre o Estado penetram em nossas cabeças, ou em nossos inconscientes, e informam o olhar que dirigimos às manifestações do que chamamos de Estado. Uma das maiores dificuldades para pensar o Estado é justamente a necessidade de não ficarmos restritos às formas que o Estado nos incutiu para percebê-lo. [CONTINUA]


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A edição n. 28 de Cadernos do Desenvolvimento teve apoio da Fundação Oswaldo Cruz, por meio do Projeto "Desafios para o Sistema Único de Saúde no contexto nacional e global de transformações sociais, econômicas e tecnológicas - CEIS 4.0" (Fiocruz/Fiotec)

 

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