As economias emergentes, o mergulho?

Pierre Salama

Resumo


Os principais países latino-americanos observam seu futuro agravar-se a olhos vistos. O Brasil passa por uma desaceleração intensa do seu crescimento, e por contestações sociais importantes em 2013. A Argentina também sofre com uma grande redução do seu crescimento e com sérios problemas de governança. O México, tão elogiado atualmente por instituições internacionais, revê seu crescimento, reduzindo-o, e permanece muito dependente da conjuntura norte-americana. A China, embora mantenha um nível de crescimento elevado, sente os efeitos negativos dessa desaceleração nas balanças comerciais do Brasil, Argentina, Chile, Colômbia e do Peru, que vêm se manifestando desde 2012. Esses efeitos negativos correm o risco de serem desastrosos num futuro próximo, se os preços das matérias-primas continuarem a baixar. As dificuldades que a China, encontra para passar de um regime de crescimento para outro, baseado na expansão do mercado interno, se traduzem por uma desaceleração do crescimento. Por isso, além do mito veiculado sobre “o estado de saúde” das economias emergentes, principalmente latino-americanas, a questão pertinente é saber se estas economias não se encontrariam no final de um ciclo de expansão iniciado nos anos 2000, e que poderia se manifestar por um retorno do “stop and go” ou, em outras palavras, “crescimento-mergulho”, que as caracterizava no passado. [CONTINUA]


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A edição n. 28 de Cadernos do Desenvolvimento teve apoio da Fundação Oswaldo Cruz, por meio do Projeto "Desafios para o Sistema Único de Saúde no contexto nacional e global de transformações sociais, econômicas e tecnológicas - CEIS 4.0" (Fiocruz/Fiotec)

 

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