Reler Celso Furtado: discussão sobre a estagnação brasileira

Monika Meireles

Resumo


É fato que a história não se repete, por mais que alguns momentos históricos invoquem
a outros, semelhanças incontestes não significam meras reproduções do passado.
Seja como tragédia ou comédia, por mais parecido ou familiar que um período seja ao outro, cada um traz a sua própria e indelével marca. O ano de 2016, por exemplo, acumulou gostos e desgostos, testemunhou belas e importantes efemérides e simultaneamente foi riscado por profundas cicatrizes. Com a sensação de “foi ontem mesmo”, os acontecimentos do ano velho se esparramaram no ano novo, e como nos ensina e embala as linhas da epígrafe, o rebuliço das “pérolas e cicatrizes” do ano passado se encadeiam em um mesmo retrato íntimo que une memória recente com a crônica dos dias atuais.


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